Conversas de botas batidas
Agora eu sou tão ocaso! _ Manoel de Barros
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Quando
já não havia outra tinta
no mundo o poeta usou do seu próprio sangue.
Não dispondo de papel,
ele escreveu no próprio corpo.
Assim nasceu a voz,
o rio em si mesmo ancorado.
Como sangue:
sem voz nem nascente.
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